quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

consciencialização do "Eu"

A sociedade de hoje, impele-nos numa corrida consumista e, acima de tudo, no sentido de cumprirmos com uma grande quantidade de objectivos (materiais, profissionais, etc.).
A competição e a necessidade e vontade de querer fazer evoluir a nossa vida, tem alterado o paradigma de pensamento e comportamento da maioria das pessoas à nossa volta.
Os níveis de desconfiança aumentaram, a nossa ânsia de cumprir objectivos pré-determinados subiu drasticamente.
Na maioria dos casos em que as pessoas sentem não ter atingido as metas a que se propuseram, surge de forma natural o sentimento de fracasso (ou quase), de dificuldade e insegurança perante as forças que nos rodeiam e sobre as quais não temos mão.
Esse sentimento de fracasso altera-nos profundamente e torna-nos mais azedos, mais pessimistas, mais difíceis de satisfazer ou contentar. Leva muitos à depressão recorrente e constante.
Tem-se perdido de forma visível a atitude mais pura perante a vida. No entanto, para muitos, a humanidade entrou numa era na qual tenta recuperar a espiritualidade “perdida”. Mas há muita resistência a este processo.
A realidade é que, o ritmo e a pressão a que “Lisboa” (é o meu caso) nos sujeita, dificulta a tal consciencialização e espiritualidade que nos deveria de guiar no dia-à-dia para que não caíssemos nesta existência quase inexoravelmente depressiva.
Já vivi uns anos nos Açores e noto a diferença abissal entre a facilidade com que eu ganhava consciência espiritual sobre o “Eu” e a dificuldade que me colhe neste dia-à-dia frenético em Lisboa. Não temos tempo para nada…muitas das vezes, nem para parar e pensar.
Não temos tempo para contemplar o rio, o mar, as ondas no pormenor da espuma que flutua no seu dorso, quanto mais para aprofundarmos o nosso “Eu”.
Em suma, não temos tempo para contemplar os pormenores, que são no fundo o que esta vida tem de mais precioso.

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